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Quem sou eu?
APENAS O SILENCIO
Às vezes o pensamento está em silêncio mas nele correm rios de
palavras
soltas que se acumulam e desaguam neste mar de dúvidas e
incertezas.
Aqui não se publicam verdades absolutas, apenas vivências do
passado.
Manoel Denys



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Ser poeta
Rosa Candida
Ser poeta é imaginar figuras
Através das letras,
É ser
amigo
Do papel e da caneta!
Ser poeta é ser livre
Para escrever o momento
Da
felicidade e infelicidade,
Das ilusões e desilusões,
É fazer da
vida
Uma estrada florida!
Ser poeta é chegar de mansinho
Nas asas da imaginação,
É
voar pelos sentimentos,
É quase deixar de lado a razão
E viver a
emoção!
Ser poeta é viver profundo,
Ser poeta é trazer o
mundo
Dentro do coração,
Ser poeta é ser sublime
Nas linhas da
ilusão!

HOMEM SEM ROSTO
Onde se esconde, dono de mistérios!
Pouco sei dos seus
gostos, sei apenas teu nome!
Tracei suas linhas em minha mente,
Talvez
moldei à minha maneira...
O desenhei pelas suas palavras?
Onde esconde
teus medos...
Os teus anseios...
Terá passado por mim,
Com passos
largos, e nem notei?
Será feito como eu...
Terá minha doçura?
Peguei-me
rindo quando tentei entendê-lo,
Como poderia...
Pois tenho em mim os olhos
como uma entrada para um labirinto,
As vezes escuro, na qual poderei me
perder, ou enfim...
Descobrir a verdade de todo um mistério.
Manoel Denys







Layout Criado por:

TRAÇOS
Pensando em você, senti uma vontade em lhe escrever,
A minha frente, no canto da mesa um lápis, com sua ponta gasta.
Ao chão um papel, todo amassado.
Tomei-o em minhas mãos e o abri vagarosamente...
Para que não se partisse com outro movimento.
Fiz do lápis gasto parte de meu corpo,
Ambos agora seriam a extensão de meus pensamentos,
Porém antes de tingir o papel com o grafite e meus sentimentos,
Percebi que o simples ato do amassar de um papel,
Fez surgir em sua superfície sombras, formas,
E em meio aqueles riscos, vi um labirinto.
Como aquele que às vezes nos perdemos...
Por não sermos pacientes...
Vi estrelas, nuvens, um sorriso...
Perguntas sem respostas, uma face...
Parecia ser a sua, pois os olhos brilhavam.
Imaginei ter visto o futuro...
Ledo engano...
Então vi uma reta infinita...
Pois se perdia além daquela superfície branca.
De súbito, me afastei, e por um momento, me senti impotente.
Voltei, estendi minhas mãos, e serrei-as,
Tendo entre ela aquele papel.
Coloquei-o no bolso, refleti alguns minutos...
Tornei a pegá-lo, repeti meus movimentos, o abri vagarosamente.
O coloquei sobre a mesa, o lápis ainda estava em minha mão,
Finquei sua ponta sobre o mar branco, e tracei as únicas linhas...
As quais ali não havia encontrado...
Te amo.....
Pois esta estava emaranhadas em meu coração...
Pensando em você, senti vontade em lhe escrever.
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Manoel Denys
